46.

Conflitos. No caos o alimento p’ra travar consigo
Armado de melodias , de sambas, de sorrisos (os seus e os delas)
As batalhas que ora ganhava, ora derrotava-se
Em meio a esse campo de sentimentos prestes a explodir(.)

Em versos as mais profundas e largas extensões de sua alma intensamente vívida.
Vivida e lida no reflexo das palavras, sua essência descrita, cantada, declamada
Em suas formas fixas, não fixas,
Recriadas.

Na alegria das baladas nasceram marinas, marílias, marias
Na dor das elegias morreu o amor; entre lamúrias, a melancolia
Dão lugar à razão os sonetos que também dão-lhe um título:
O de Camões Brasileiro

Na fé encontra a primeira parte da alma
Na carne perde-se p’ra uma nova fase que preza o real
Reza a Deus por um caminho e
Anda pelo mundo dia após dia, num dia-a-dia de amores

Que fundem, que passam, que lhe tocam o corpo, que lhe tocam a alma,
Que acontecem e crescem e mudam e desaparecem e merecem
Todos eles um registro em apaixonadas linhas pelo poeta
Que inventou a dor p’ra não morrer na solidão do amor



a Vinicius.

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