to comendo sagu. e eu marzipan. aprendeu a gostar?
(aprendi muitas coisas. é rápido, desaprender é que é difícil. aprendi até a conviver. Não com o que, sem o que)
tem que esquecer. não consigo. ou tentar, viver sei lá. é, sei lá. começa a se preocupar, com você.
ontem olhei pela janela
sou como uma nuvem
acho que não me movo sem a Terra
como você está? bem... que bom, eu também. não parece. é, talvez não esteja. quer conversar? não sei se é bom, talvez o não-falar resolva
por enquanto. o que for melhor pra você.
mas não é, pra ti
(começo a me preocupar)
ruim sem mim
tudo bem. eu aviso quando estiver pronta. (estou!). talvez demore. (um dia) alguns. o quanto precisar. (preciso de ti)
Eu me rendia, suave o dia em que me entreguei, não da primeira vez. aquela. suave é a palavra, com calma me tomava por inteira, corpo e alma. e maltratava, zombava de minha afobação, sem pressa tocava minha pele e ria. gostava de me ver sofrer. não que eu sofria. ah, doce o arrepio que aquela boca fazia quando tão perto estava. passava, seu molhado se confundia com o meu. antes mesmo de me tocar, ah
por que? para de tentar entender! tornar tudo isso racional, nem eu sei! Quer comer, não é? você quer sair por aí metendo em cada buraco que achar devido. não é isso. é fácil pra você, é melhor, foi agora porque você quis! e eu? você é a pior pessoa do mundo, e eu me arrependo de ter te amado tanto
nós que nos
pensei que
amávamos tanto
eu ainda te amo. pode parecer estranho eu dizer isso, mas também te amo.
ainda há? não há
não pode haver
esperança
para de pensar nisso. esquece um pouco, eu não vou voltar, não agora. não posso te explicar, mas também não posso te deixar assim.
já deixou.
e a raiva
passou.
estarei sempre aqui, quando quiser (quero agora) pra desabafar, conversar. tenta melhorar. tenta entender você! me entender. não entendo nem a mim.
gavetas, gaveta
bagunçada
sem certeza, sua certeza, certeza de nada
queria ter raiva, muita raiva, poder t(r)ocá-lo.
as gotas do chuveiro caíam de modo a me cegar, não via nada além da água, entre nós seu beijo molhado e seu abraço encharcado. um movimento dele me protegia da correnteza que pingava. pingava pouco, mas o suficiente para dois. um banho a dois, depois do baile.
saudade
sinto sua falta, não sente a minha? em vários momentos, mas eu estou bem assim. deixa as coisas acontecerem (pequena)
como gostaria de tirar os parênteses. Deixa as coisas acontecerem, pequena. mas acho que não me chamou, gostava quando chamava.
e o que aconteceu com você é a mulher da minha vida? o que aconteceu com o netos correndo em nossos joelhos?
talvez aconteça
talvez não comigo
talvez eu não entenda
que teu tempo contigo é meu tempo que eu insisto em deter
parar como uma nuvem no céu
ou fingir que ando, mas é o vento ou a Terra que me movem
não quero mais fingir. quero andar e andar até entender
que parar, não é morrer
e que um tempo que para não passa
parados. mas ambos em movimento.
uma pausa.
é assim que deve ser.
preciso parar de tentar entender.