36.

à espera...

Se há dúvida é porque antecede a certeza
Mas a cada dúvida o certo é incerto
E a cada pergunta a resposta é

A fuga pra um onde longe de mim.
Queres buscar sozinho a ti próprio
E o que encontrarás está a definir

Sem mim. E se eu não estiver lá?

És certo, de correto,
Sou medo, de perder-te pois
É incerta, a volta.

E posso impedir? Afogar-te em lágrimas e beber-te?
Engolir-te em suspiros, iludir-te com abraços
Adiar. Minhas súplicas

Não são válidas, nenhuma forma de deter é!

Se voltar saibas tu que
a espera do (re)começo não tem fim.

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