Levo à boca seca uma colherada do que me mandaram tomar. Disseram-me ser bom. Pra'quela gripe minha. Engulo, resistente, havia cautela ao provar da prudência. Curioso(a). textura. Aperto os olhos, meu nariz retorce e abro a boca numa tentativa de anular aquele seu gosto amargo com o inssabor do vento. Não pensei ser tão ruim. Havia mais, um coquetel. Apoio a cabeça nas mãos, os cotovelos sobre a mesa repousam, esfrego o rosto e respiro fundo, entre tosses. Não estava com meu vidrinho de coragem e aquela gosma estranha que tomei anteriormente me embaçava a visão. Olho para todos, teria que escolher. Discrição, engenho, ponderação, nenhum deles em cápsulas. Mas eis que... o juízo. Era um comprimido de cor engraçada, indefinida, dependendo da situação de luz, transformava. Chamou-me a atenção portanto foi o próximo. Aleatoriedade. Além de ser mais fácil de engolir. Não teria mesmo como classificá-los em ordem de importância, se é que havia. Disseram-me que eu já o havia tomado. Não me lembro. Depois de tentar, à seco, dei-me conta de que saberia muito bem se já o tivesse feito. Que azedume! Água, água!
Argh. Prefiro conviver com os espirros a passar a vida dosando, na medida do que (não) preciso, cada uma dessas drogas.
Ou não.
Está fazendo efeito.
Argh. Prefiro conviver com os espirros a passar a vida dosando, na medida do que (não) preciso, cada uma dessas drogas.
Ou não.
Está fazendo efeito.
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